segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Aprendendo a Andar

Existem diversas coisas que não fazemos com a postura correta. Sentamos com as costas curvadas, levantamos peso com as costas e quem tem tempo para colocar as amarras na cintura na hora de levar uma mochila pesada nas costas, não é mesmo? Agora, andar direito todo mundo sabe. É instinto, não tem como errar...

Olha como é fácil.
Será mesmo?

Primeiro, você tem que verificar se sua postura em repouso está correta:
  1. Fique de perfil em frente ao espelho e verifique se suas orelhas, ombros e quadris estão alinhados (se for muito complicado, peça ajuda para alguém). O importante aqui é que os quadris não fiquem muito para frente, nem os ombros e pescoço fiquem curvados e nem o peito fique para frente.
  2. Fique de frente ao espelho e verifique se um dos ombros está mais alto do que o outro. Eles tem que ficar na mesma altura.
Se a posição correta não o fizer se sentir confortável pode ser um sinal de que seu corpo está acostumado à postura errada, e a musculatura está fraca. A postura correta, seja sentado, andando, dormindo, tem que ser natural. Se tiver dúvidas, procure um quiropraxista ou um fisioterapeuta que será capaz de avaliar sua postura.

Se sua postura parado estiver correta, podemos passar para a postura ao andar. Vamos lá:
  • Pise primeiro com o calcanhar no chão. Evite começar tocando a ponta do pé. Faça sempre um movimento contínuo: calcanhar, arco e ponta do pé. Aí pode passar para o próximo passo.
  • Evite passos muito largos para evitar esforços errados e tropeços. Passos muito curtos não prejudicam a postura, mas farão você demorar mais para chegar.
  • Mantenha coluna ereta, e olhe para frente. Pode ser difícil nas calçadas esburacadas da cidade grande, mas evite ficar só olhando para o chão. Isso até faz você parecer que está deprimido. Tente enxergar pelo menos 20 metros à sua frente. A cabeça fica alinhada com os ombros e o queixo deve acompanhar o olhar.
  •  Deixe os ombros e braços relaxados. Os braços devem ficar levemente dobrados nos cotovelos, em posição relaxada também. Não aperte as mãos para não gerar tensões desnecessárias. 
  • O calçado é importante. Escolha um que amorteça a pisada, que seja confortável. Salto alto, além de distorcer a postura podem causar torções.
A gente nem pensa para andar, é algo tão natural quanto respirar. Mas quem imaginava que temos que prestar atenção em tantos detalhes? Pode parecer trabalhoso, mas se esforce por um tempo e logo logo nem perceberá mais o que está fazendo. Seu corpo agradecerá.

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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Curiosidades: Como a Quiropraxia Começou

A Quiropraxia tem uma diferença que a destaca da maioria das outras modalidades terapêuticas. Enquanto se pensa em acupuntura, ou mesmo medicina, disciplinas com milênios de existência, não se tem um evento único de início, a Quiropraxia se sabe muito bem como surgiu.

A data considerada como origem da Quiropraxia tem apenas pouco mais de 120 anos de existência. Mas exatamente por isso o seu início é bem melhor documentado, e existe até mesmo um atendimento considerado como sendo o primeiro de Quiropraxia no mundo.

E sabe qual foi o problema tratado neste caso? O primeiro chute, pensando em Quiropraxia, seria dor nas costas. Mas não é esse. Na verdade o primeiro atendimento de Quiropraxia resolveu um problema de deficiência auditiva.
O primeiro paciente de Quiropraxia.
O ano provavelmente era 1985 e na cidade de Davenport, Iowa, e William Harvey Lillard trabalhava como zelador no prédio aonde D.D. Palmer, o futuro fundador da Quiropraxia trabalhava. Um dia William reclamou à D. D. sobre sua audição que havia piorado muito e estava quase surdo. Ele disse que tudo havia começado quando, 17 anos antes, se levantou de mau jeito a partir de uma posição curvada e ouviu um estalido nas suas costas. À partir daquele momento sua audição havia piorado muito.

Palmer, já versado em disciplinas terapêuticas, convenceu William a deixar ele colocar o osso no lugar. Palmer acreditava que a perda da audição era consequência de uma chamada subluxação vertebral, um dos conceitos mais importantes na Quiropraxia. Palmer então colocou a vértebra deslocada no lugar em dois tratamentos e após alguns dias William afirmava que sua audição havia melhorado muito.

Este exemplo mostra o quanto o estudo das disciplinas terapêuticas podem trazer benefícios em áreas aonde nem se espera.

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terça-feira, 27 de setembro de 2016

A Coluna do Atleta

Acabamos de passar por uma olimpíada e esportes dominaram nossos dias por um tempo. O aumento do número de adultos e adolescentes que participam regularmente de atividades físicas aumentou a consciência dos atletas para as lesões da coluna vertebral. Felizmente a maioria das dores da coluna causadas pela atividade física não ameaçam a continuidade no esporte.

Dor nas costas pode fazer o treino acabar mais cedo do que deveria.
Entretanto, quando estão presentes lesões maiores (ex.: hérnia de disco, espondilolise/espondilolistese, fraturas, etc), alguns cuidados devem ser tomados.

  • Atleta amador: inclui-se aqui o atleta "de final de semana"; o aumento inadequado ou desproporcional da intensidade do exercício pode ocasionar problemas na coluna vertebral.
  • Atletas profissionais: dependem de alta performance e por isso o preparo muscular para evitar lesões deve ser muito maior. Além disso, é fundamental a manutenção regular do treinamento para evitar lesões e queda de rendimento.

A prevalência de dor na coluna vertebral é quase 80%, sendo que quase 30% dos atletas acabam experimentando dor lombar aguda em algum momento do esporte. O tipo de lesão varia com a idade. Quase 70% das lesões da coluna lombar em adolescentes atletas, os quais ainda possuem esqueleto imaturo, podem ocorrer nos elementos posteriores da coluna. Já nos atletas adultos, a maioria das lesões estão relacionados com distensões/contraturas musculares e problemas nos discos intervertebrais.

Algumas características anatômicas, bem como o tipo de esporte praticado, podem dar indícios da probabilidade de um atleta ter lesão na coluna vertebral. Atletas que têm troncos longos e membros inferiores menos flexíveis são mais propensos a lesão da coluna lombar. A reabilitação motora visa corrigir esses problemas quando possível. Esportes que envolvem hiperextensão repetitiva, carga axial (saltar), torção do tronco ou contato direto, apresentam riscos mais elevados de lesões na coluna.

As taxas de lesões são mais elevadas nos jogadores de futebol, ginastas, lutadores, e remadores. Em um estudo que avaliou 4790 atletas universitários, a incidência de lesões da coluna lombar foi de 7%; a maioria eram jogadores de futebol ou ginastas. Curiosamente, 80% das lesões lombares ocorreu durante a prática, 14% durante a pré-temporada e 6% durante a competição real. Um pouco mais do que 50% dessas lesões eram de agudas*.

As forças exercidas sobre os segmentos de movimento lombar são regidos pela lordose natural deste segmento da coluna vertebral; como resultado, as forças axiais estão dirigidas tanto horizontalmente como perpendicularmente ao disco. Quando a distância do centro de gravidade para a coluna vertebral é considerada, o centro de gravidade é anterior à coluna vertebral lombar, colocando a maior parte da força de resistência sobre os músculos eretores da coluna, fáscia tóracolombar, e glúteos. O eixo de rotação está perto do centro do disco em lordose normal e move-se para trás em extensão.
O ânulo fibroso do disco (a capa que envolve o disco intervertebral) e elementos posteriores da coluna podem suportar diferentes forças de tensão e compressão e forças de cisalhamento. Já os tecidos moles posteriores (músculos e ligamentos) podem suportar considerável estresse em resistência. Estas forças são encontrados em diferentes graus em todos os esportes.

Por isso, para evitar qualquer tipo de lesão na coluna é importante consultar um Quiropraxista graduado, assim você manterá sua coluna saudável e livre de problemas.

*Day AL, Friedman WA, Indelicato PA: Observations on the treatment of lumbar disk disease in college football players. Am J Sports Med 15: 72–75, 1987

Dr. Murilo Franco, Quiropraxista da Equipe MAIS COLUNA

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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

MAIS RECEITA: Flan de Iogurte

Se somos o que comemos, então para ter uma boa saúde da coluna é fundamental prestar atenção na alimentação.

Siga então esta dica de alimentação saudável, rica em cálcio, necessário para o fortalecimento de seus ossos. O melhor de tudo é que esta receita é fácil de fazer, fica deliciosa e ainda não pesa na balança.

Flan de Iogurte

Delícia saudável
Ingredientes
2 copos de iogurte desnatado natural
1 ½ copo de leite desnatado
1 lata de leite condensado light
1 gelatina em pó sem sabor
Morangos à vontade
Modo de Preparo
Bata no liquidificador o iogurte desnatado, o leite condensado light e a gelatina feita conforme as instruções da embalagem.
Retire o conteúdo e sirva-o em taças individuais ou coloque-os em pequenas formas e deixe-os na geladeira por cerca de 2 horas até firmar.

Tire da forma, se for o caso, e decore com pedaços de morangos.
Rende até 8 porções.

Fique atento para receber mais dicas de alimentação saudável.

Dra. Bruna Pinheiro, Nutricionista da Clínica MAIS COLUNA.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Males da Coluna - Síndrome do Piriforme

Você sabe o que é o piriforme? Tem o nome estranho, não é mesmo? Poucas pessoas já devem ter ouvido falar da síndrome a qual irei falar hoje, seu nome é tão estranho quanto a dor que costuma provocar.

A Síndrome do Piriforme é um quadro clínico que se manifesta pela irritação do nervo isquiático (popularmente conhecido como ciático), localizado abaixo do músculo piriforme, que fica na região dos glúteos. Quando este músculo sofre uma tensão, o nervo pode ser encarcerado, provocando a dor e o incômodo.

Alongamento é uma das maneiras de lidar com a Síndrome do Piriforme
A principal função do músculo piriforme é a de auxiliar na rotação externa da coxa, além de ajudar também no seu movimento de abertura. Normalmente, o nervo isquiático fica abaixo deste músculo,
mas em cerca de 10% dos casos, localiza-se entre o piriforme, aumentando, assim, as chances de desenvolvimento desta síndrome, uma vez que está mais propenso a ser comprimido.

Com o desenho fica mais fácil de entender.

A dor causada pelo encarceramento do nervo isquiático inicia-se na parte de fora da coxa, próxima ao quadril, podendo ser irradiada para as pernas. O desconforto é caracterizado por formigamento, agulhadas, choques ou queimação. Geralmente, se manifesta nas seguintes situações:

  • Durante ou ao final de uma caminhada;
  • Ao levantar-se ou sentar-se;
  • Esticar as pernas na posição deitada,
  • Subindo escadas;
  • Ao se praticar uma atividade física mais intensa. O incômodo pode também provocar uma lombalgia, indicando o comprometimento do nervo.

A Síndrome do Piriforme é comum em praticantes de esportes que provocam uma tensão maior dos músculos, como aqueles que requerem corrida, mudança de direção ou descarga de peso excessiva. A realização de exercícios localizados para os glúteos, especialmente em cargas muito pesadas, também podem ajudar no aparecimento da dor. Além disso, ficar sentado por muito tempo, com as coxas abertas pode provocar o encurtamento do músculo piriforme e consequentemente compressão do isquiático.

O vídeo abaixo mostra melhor o músculo no corpo:



Sendo que a síndrome do piriforme tem uma alta incidência, fica a recomendação para que, ao sentir qualquer dor ou incômodo prolongado nas regiões do glúteos, procure um especialista para o diagnóstico e o tratamento. Ele vai saber também indicar exercícios e alongamentos que melhoram o quadro. Cuidado redobrado também ao realizar atividades físicas de carga excessiva e exercícios localizados. É fundamental estar sempre sob a avaliação e o acompanhamento de um especialista para que o resultado seja integralmente satisfatório.

Dr. Murilo Franco, Quiropraxista da Clínica MAIS COLUNA

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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Manual da Postura: A Postura na Infância

Sabemos já a importância de uma boa postura. Metade dos posts aqui da Clínica envolvem dicas para melhorar a postura e assim evitar complicações mais sérias no futuro, sendo que algumas nada tem a ver com dores nas costas. O problema é que pensamos em postura quando ficamos mais velhos e nada como uma dorzinha aparecendo para finalmente começarmos a pensar no problema.

Mas o mais indicado é não deixar que a situação piore. Desde a infância os pais devem prestar atenção na postura e no sedentarismo dos filhos. Lembre-se que nessa fase o sistema músculo esquelético ainda está em formação.
Olha a postura na hora de fazer a lição de casa!
 A maioria das alterações começa a mostrar os primeiros vestígios ainda na adolescência. Então, pais, fiquem atentos nos seus filhos se eles manifestarem algumas destas alterações:
  • Curvatura excessiva da coluna dorsal, a chamada corcunda.
  • Abdômen muito para a frente, que acaba formando um "buraco" na coluna lombar.
  • Desnível de ombros ou ombros muito rodados para frente.
  • Dificuldades ao andar.
As crianças de hoje em dia sofrem ainda com 2 grandes inimigos da postura:
  1. O uso contínuo de tablets e celulares, que além de estimularem o sedentarismo, são usados com o pescoço virado para baixo, forçando a musculatura da região.
  2. Carregamento de muito peso na mochila da escola pelo tanto de material escolar que leva. 
Uma visão comum que trará complicações no futuro.
Não há muito segredo. Pais, apenas prestem atenção nos seus filhos. Hábitos adquiridos na infância são muito mais fáceis de manter no decorrer da vida. Adultos e idosos são mais teimosos, já tem seu jeito de fazer as coisas e mudar os hábitos vira um sacrifício. Por isso é ideal que os pais estimulem os bons hábitos posturais e a prática de exercícios físicos desde cedo.

Desse jeito a única consequência que seu filho sofrerá será a de ser um adulto consciente e com maior qualidade de vida.

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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Vitamina D e a Saúde Óssea

A vitamina D é um hormônio essencial para o corpo humano e sua ausência pode proporcionar uma série de complicações.

O número de pessoas com deficiência de vitamina D está cada vez mais alto e as razões para isso incluem a baixa disponibilidade de vitamina D em fontes de alimentos, aumento do tempo de trabalho em lugares fechados como escritórios e, possivelmente, aumento do uso de protetor solar (uma vez que a luz solar ajuda o corpo a produzir vitamina D).

Diversos estudos recentes apontam para a relação de níveis insuficientes de vitamina D e alguns tipos de câncer, doenças cardiovasculares, diabetes, esclerose múltipla, TPM, depressão, doenças ósseas, como o raquitismo na infância e a osteomalácia na vida adulta.

Vamos tomar sol!
Pessoas com deficiência de vitamina D chegam a aproveitar 30% menos de cálcio proveniente da dieta. O cálcio é responsável por fortalecer ossos e dentes. A deficiência deste nutriente pode causar o raquitismo na infância e a osteoporose na vida adulta.

Para manter os níveis de vitamina D dentro do ideal, a principal fonte de produção da vitamina se dá por meio da exposição solar, pois os raios ultravioletas do tipo B (UVB) são capazes de ativar a síntese desta substância. O tempo médio seria de 15 a 20 minutos ao sol, sem filtro solar e em áreas como braços e pernas, mas com o rosto sempre protegido. O melhor horário para que haja a síntese de vitamina D pelo organismo é de 10h às 15h. Passando este tempo (15 a 20 minutos), o uso do filtro é essencial.

Alguns alimentos, especialmente, peixes gordos (salmão, cavala e arenque), fígado e ovos, são fontes de vitamina D, mas é o sol o responsável por 80 a 90% da vitamina que o corpo recebe. Ela também pode ser produzida em laboratório e ser administrada na forma de suplemento, com orientação de um médico, quando há a deficiência e para a prevenção e tratamento de uma série de doenças.

Dra. Bruna Pinheiro, Nutricionista da Clínica MAIS COLUNA.

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