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terça-feira, 27 de setembro de 2016

A Coluna do Atleta

Acabamos de passar por uma olimpíada e esportes dominaram nossos dias por um tempo. O aumento do número de adultos e adolescentes que participam regularmente de atividades físicas aumentou a consciência dos atletas para as lesões da coluna vertebral. Felizmente a maioria das dores da coluna causadas pela atividade física não ameaçam a continuidade no esporte.

Dor nas costas pode fazer o treino acabar mais cedo do que deveria.
Entretanto, quando estão presentes lesões maiores (ex.: hérnia de disco, espondilolise/espondilolistese, fraturas, etc), alguns cuidados devem ser tomados.

  • Atleta amador: inclui-se aqui o atleta "de final de semana"; o aumento inadequado ou desproporcional da intensidade do exercício pode ocasionar problemas na coluna vertebral.
  • Atletas profissionais: dependem de alta performance e por isso o preparo muscular para evitar lesões deve ser muito maior. Além disso, é fundamental a manutenção regular do treinamento para evitar lesões e queda de rendimento.

A prevalência de dor na coluna vertebral é quase 80%, sendo que quase 30% dos atletas acabam experimentando dor lombar aguda em algum momento do esporte. O tipo de lesão varia com a idade. Quase 70% das lesões da coluna lombar em adolescentes atletas, os quais ainda possuem esqueleto imaturo, podem ocorrer nos elementos posteriores da coluna. Já nos atletas adultos, a maioria das lesões estão relacionados com distensões/contraturas musculares e problemas nos discos intervertebrais.

Algumas características anatômicas, bem como o tipo de esporte praticado, podem dar indícios da probabilidade de um atleta ter lesão na coluna vertebral. Atletas que têm troncos longos e membros inferiores menos flexíveis são mais propensos a lesão da coluna lombar. A reabilitação motora visa corrigir esses problemas quando possível. Esportes que envolvem hiperextensão repetitiva, carga axial (saltar), torção do tronco ou contato direto, apresentam riscos mais elevados de lesões na coluna.

As taxas de lesões são mais elevadas nos jogadores de futebol, ginastas, lutadores, e remadores. Em um estudo que avaliou 4790 atletas universitários, a incidência de lesões da coluna lombar foi de 7%; a maioria eram jogadores de futebol ou ginastas. Curiosamente, 80% das lesões lombares ocorreu durante a prática, 14% durante a pré-temporada e 6% durante a competição real. Um pouco mais do que 50% dessas lesões eram de agudas*.

As forças exercidas sobre os segmentos de movimento lombar são regidos pela lordose natural deste segmento da coluna vertebral; como resultado, as forças axiais estão dirigidas tanto horizontalmente como perpendicularmente ao disco. Quando a distância do centro de gravidade para a coluna vertebral é considerada, o centro de gravidade é anterior à coluna vertebral lombar, colocando a maior parte da força de resistência sobre os músculos eretores da coluna, fáscia tóracolombar, e glúteos. O eixo de rotação está perto do centro do disco em lordose normal e move-se para trás em extensão.
O ânulo fibroso do disco (a capa que envolve o disco intervertebral) e elementos posteriores da coluna podem suportar diferentes forças de tensão e compressão e forças de cisalhamento. Já os tecidos moles posteriores (músculos e ligamentos) podem suportar considerável estresse em resistência. Estas forças são encontrados em diferentes graus em todos os esportes.

Por isso, para evitar qualquer tipo de lesão na coluna é importante consultar um Quiropraxista graduado, assim você manterá sua coluna saudável e livre de problemas.

*Day AL, Friedman WA, Indelicato PA: Observations on the treatment of lumbar disk disease in college football players. Am J Sports Med 15: 72–75, 1987

Dr. Murilo Franco, Quiropraxista da Equipe MAIS COLUNA

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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Como a corrida afeta o nosso corpo

Você pratica ou quer praticar corrida? Então, precisamos dar uma atenção especial à coluna para que ela aguente os trancos na hora de correr.
Correr pode ser muito bom para a saúde da coluna.
A estrutura da coluna vertebral é adaptada para suportar os mecanismos de pressão. Podemos dividí-la nas seguintes partes:
  • Os músculos paravertebrais e os ligamentos, que funcionam como estabilizadores.
  • Os discos intervertebrais, intercalados com os corpos ósseos das vértebras, que permitem mobilidade e estabilidade, e atuam como "amortecedores" durante a corrida, absorvendo energia.
A corrida como atividade cíclica (que se repete muito) pode prejudicar este mecanismo e levar à degeneração precoce dos discos intervertebrais, com ou sem hernias, principalmente da região lombar, podendo levar à chamada lombalgia discogênica.

Há outras lesões por microtraumas na coluna vertebral que incluem as fraturas por estresse, mais comuns em mulheres portadoras de osteoporose, e as apofisites, lesões na placa de crescimento do corpo vertebral em adolescentes em fase de crescimento.

A acentuação das curvaturas natural da coluna (hipercifose ou hiperlordose) ou as curvas anormais (escolioses), associadas à tensão excessiva da musculatura extensora e fraqueza dos flexores abdominais e cervicais, podem levar à lombalgia ou à cervicalgia mecânica, respectivamente. São dores que, em geral, manifestam-se um dia após a corrida, sem motivo aparente e que, por mais que incomodem, respondem bem ao repouso.

Na vigência de dores lombares, deve ser levada em conta a postura do atleta. Há outros fatores intrínsecos importantes como:
  • Pés planos (chatos)
  • Calcâneos valgos (desvio do calcanhar para fora)
  • Pés cavos (arco plantar elevado);
  • Geno varo e geno valgo (arqueamento da perna, para dentro e para fora, respectivamente).
Também não podemos esquecer os fatores extrínsecos como treino inadequado, falta de aquecimento e de alongamento, terreno e tênis inapropriados.

Uma boa postura é fundamental para correr bem e com segurança. Isso porque, além de prevenir e de minimizar lesões, o equilíbrio correto dos músculos e do esqueleto consome menos energia do organismo. Os atletas profissionais procuram preservar a postura ideal do início ao final do treino, não importando o nível de cansaço a que estejam submetidos.

A postura incorreta na corrida geralmente tem causas anteriores à prática esportiva, ou seja, surge no dia-a-dia. Com a postura incorreta, a atividade física pode até piorar alguns problemas (se não houver orientação profissional adequada). Cerca de 80% da população, em todo o mundo, já teve ou irá ter dor nas costas ao longo da vida, segundo a Organização Mundial da Saúde. Dentre doenças, o número só é menor que a incidência de cefaléia, ou a famigerada dor de cabeça.

Para proteger a coluna, há a necessidade de combinar exercícios de fortalecimento muscular aos treinos de corrida. O objetivo é um equilíbrio mecânico e uma sincronia entre a musculatura abdominal e a musculatura dorsal e lombar. Além disso, o praticante pode conciliar a atividade com o tratamento quiroprático, pois os ajustes articulares tem como finalidade o bom funcionamento da coluna, resultando numa melhor postura e prevenindo qualquer tipo de problema na coluna.

Praticada com acompanhamento adequado, a atividade física age de forma preventiva. Fortalece os músculos que dão sustentação à coluna e combate a obesidade, mas como sempre, precisa ser bem feita.

Dr. Murilo Franco, Quiropraxista da Equipe MAIS COLUNA

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terça-feira, 28 de junho de 2016

Quiropraxia Esportiva - Cervicalgia X Corrida

Você sabia que incômodos na região do pescoço ao correr são algo mais comum do que muitos imaginam? A principal causa do problema nos esportes é o impacto da atividade física, que chega a ser em torno de três vezes seu peso corporal em pisos mais duros, como concreto e asfalto. Nesse cenário, se o praticante não usar um tênis com amortecimento adequado ou estiver com músculos fracos, a dor cervical tem grandes chances de surgir.

Uma das razões para se usar o calçado correto.
Como boa parte das lesões no esporte, para evitar o desconforto é fundamental trabalhar a musculatura do CORE (o tripé de músculos Abdômen, Quadril e Lombar). Quando estão fortes, essas áreas ajudam a absorver o impacto e evitam uma sobrecarga na coluna, prevenindo dores. Outro fator importante para driblar o problema é manter a boa postura ao correr, com auxílio da movimentação ritmada dos braços que é fundamental para evitar a dor cervical e ainda contribui com a performance. Além disso, tensionar a região do pescoço e correr como se estivesse “engessado” podem gerar o quadro doloroso.

Principais Sintomas
A dor cervical pode ser constante ou intermitente. Ela tem origem nos músculos, nos nervos, nos ossos, nas articulações ou em outras estruturas da coluna vertebral. Aproximadamente 90% dos pacientes o desconforto são diagnosticados com “dor inespecífica aguda”, que não tem patologia grave. Porém, em alguns casos, este desconforto precisa ser olhado com mais cuidado e necessita de acompanhamento médico, principalmente se:
  • A dor não ficar apenas na região do pescoço e se estender para um ou ambos os braços.
  • Se houver perda de sensibilidade em uma ou mais regiões do braço durante a crise de dor.
  • Trazer a sensação de formigamento e dor nos braços.
  • Ser acompanhada de perda de força ou dificuldade para segurar objetos.
Como tratar
O tratamento é específico para cada paciente. Após uma avaliação quiroprática, o paciente será examinado com exames físicos e ortopédicos e posteriormente receberá os ajustes necessários, afim de melhorar a função das articulações.

Revisar e avaliar a biomecânica da corrida para diagnosticar possíveis erros na movimentação dos braços também é indicado.

Dr. Murilo Franco, Quiropraxista da Clínica MAIS COLUNA

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terça-feira, 5 de abril de 2016

Quiropraxia Esportiva - Kinesio Taping

Você sabe o que são aquelas fitas coloridas que os atletas usam espalhadas pelo corpo? Não?Então hoje vamos explicar falando sobre mais uma técnica utilizada na Quiropraxia Esportiva: A KinesioTaping ou Bandagem Elástica.

O método KinesioTaping foi inventado pelo Quiropraxista Dr. Kenzo Kase na década de 70 no Japão, com o objetivo de ser um tratamento auxiliar entre as sessões de Quiropraxia. Para isso, ele desenvolveu a bandagem elástica, primeiramente utilizada em clínicas de reabilitação, que tomou proporções internacionais devido a sua utilização nas Olimpíadas de 1988 em Seoul, sendo introduzida nos EUA em 1995, e na década seguinte no Brasil. Nas Olimpíadas de Beijing, em 2008 mais de 200 atletas utilizaram durante a competição.

KinesioTaping nas olimpíadas
Segundo o Dr.Kenzo, os resultados esperados são:
  • Diminuição da dor e da sensação de desconforto; 
  • Promoção de suporte durante a contração muscular; 
  • Diminuição da congestão do fluxo linfático; 
  • Ajuda às correções dos desvios articulares; 
  • Promoção de estímulos e aumento da propriocepção, ou seja, a consciência corporal. Você fica mais atento aos seus movimentos.
O sucesso desta técnica está associada as particularidades da fita de bandagem. Ela possui características elásticas (130-140% próximo do tecido muscular) e expande-se apenas em 1 sentido. Também é bastante confortável por possuir característica delgada (espessura e peso similares a pele), porosa (permitindo as trocas gasosas) e é confeccionada em algodão (alta tolerabilidade da pele). A KinesioTaping possui ainda uma cola sensível ao calor e não tem princípios ativos (medicamentos).

Mas não se confunda. A KinesioTaping não tem função de imobilização. Ela é hipoalérgica, à prova d'água e conta com a vantagem de poder ser utilizada 24hrs por dia durante 3 a 4 dias seguidos.

Vale a pena ressaltar que a aplicação da bandagem deve ser feita por um profissional especializado. Caso contrário, pode não surtir o efeito desejado. De acordo com o resultado desejado, mudam as direções, a posição, a tensão e o corte da fita. Cada objetivo pede uma colocação diferenciada.

Lembrando que a bandagem elástica não serve apenas para atletas, ela pode ser aplicada em qualquer pessoa e de qualquer idade. Veja algumas das aplicações em pacientes da Mais Coluna.

Aplicação nos ombros - Paciente Mais Coluna
Aplicação na parte superior das costas - Paciente Mais Coluna
Dr. Murilo Franco, Quiropraxista da Clínica MAIS COLUNA

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